domingo, 29 de agosto de 2010

Gatilho

She is not a girl who misses much…”
E parou, constrangido (não sabia os próximos acordes). Ela, então, expressou certa decepção em seu olhar. Ele partiu para o refrão, em sol maior, numa tentativa suicida de salvá-los. Ela sorriu – puxou o gatilho – e foi como se a terra tivesse voltado a girar, após um breve instante de paralisação total do tempo. Ele sorriu também. Ambos quase riram. Cantaram juntos. E ela nem se importou com a desafinação do garoto – bang, bang, shoot, shoot.

3 comentários:

Juliana Bosa disse...

Não tinha pleno conhecimento sobre esse seu lado "escritor", por assim dizer.
Gostei do texto.

Sucesso na vida, Lino.

Grande abraço.

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

fazia já uns meses que não entrava. mas em qualquer dia que dê na telha de vir ver o que você anda escrevendo, me surpreendo. sempre positivamente. sempre mais do que na última vez. ou então, quem sabe, como se fosse a primeira vez.