quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Natalense

As horas queimam, remam, lembram
Que o dia ainda não acabou.
A areia há de guardar
Nossas pegadas à beira da praia,
Mas o dia acaba...
O tempo finda e o infinito mar
Há de apagar as lembranças deixadas
–frágeis marcas –
Negativos corroídos que não se restauram
(Os olhos fotografam!)

Cada suspiro: Sopra o vento do dia infinito;
É da memória o Natal perdido.

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